Convento do Carmo - Moura

 

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Apresentação Fotografias do Convento e Igreja do Carmo - clique para descarregar

 

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Não existe a menor dúvida de que a primeira fundação carmelita em terras portuguesas se realizou em Moura, no ano de 1250. Menos certa, é contudo a responsabilidade da fundação do Convento do Carmo, que muitos historiadores atribuem ao infante D. Afonso de La Cerda (fundador de mais dois conventos, um em Gibraleon e outro em Requena)
Desde a sua fundação, este convento beneficiou de numerosos privilégios reais e era tal a devoção dos habitantes da Vila e arredores que, já no séc. XVI, temos bens de famílias importantes a serem doados ao convento, por vontade testamentária. De referir a título de exemplo a doação efectuada por Afonso Gonçález, cónego de Badajoz, em 1428, de todos os bens que o mesmo tinha em Moura ( com obrigações de missas e sufrágios).
Este espaço é merecedor de uma visita atenta, não só pela história que lhe é intrínseca, como pela interessante componente arquitectónica que ostenta. Inicialmente construído no chamado gótico alentejano, este templo imponente com as suas três naves de seis tramos, sofreu várias alterações manuelinas e renascentistas na sua traça. De destacar, a bonita abóbada artesonada manuelina da sacristia, em cujas intersecções está a cruz de cristo representada, o magnífico púlpito em muito semelhante ao da Igreja de S. João, e, um pouco por todo o Convento, a presença da simbologia da ordem de Malta, nomeadamente na entrada para o refeitório, e no muro de ingresso ao templo.
Renascentistas são a fachada e o pórtico principal, assim como o claustro e algumas capelas. Como personalidades ilustres ligadas a Moura e simultaneamente á História do Carmo, devemos ressaltar Frei Baltazar Limpo, natural de Moura e figura de destaque no seu tempo (1478-1558), uma vez que foi bispo do Porto e participou no Concílio de Trento, encontrando-se sepultado numa das capelas laterais da Igreja do Carmo.
Menos conhecido pelos naturais da terra, foi Martin de Sottomayor. Nascido em Moura no sec. XV, esteve vinculado ao Carmo de Lisboa, exerceu o cargo de pregador do Rei D. Afonso V, foi bispo titular de Tripoli e juiz apostólico dos Breves que vinham de Roma.
D. Nuno Álvares Pereira também é uma figura desde sempre ligada a este convento uma vez que daqui foram levados por ele os primeiros religiosos para o Convento do Carmo em Lisboa, e sempre se interessou pelo Convento de Moura, ao qual atribuiu sempre avultados donativos.

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Câmara Municipal de Moura - 2010